Sinto falta de um porto seguro, de uma ancora fincada nas profundezas de um lago, duma alegria boba compartilhada, quero um ponto fixo, uma morada certa, um local pra cravar minhas unhas e meus pertences, essa vida dividida e esse medo de me entregar ao novo, a oportunidade, me desnorteia, me faz perder esperanças do “Valer a pena” minha feição com aquela ilusão bela já se foi a muito tempo, minha cativação com relação a pessoas já me desiludi a tal ponto de me encolher até desaparecer perente a qualquer um que fosse, é um querer não querendo, é um desaparecer pra “Livrar” daquele incomodo do momento. Não me dou bem que certas pessoas, não me dou bem com nenhum tipo de pessoa, um anti socialismo do CARAE, que acaba me prejudicando no meu Eu comum, não quero pessoas pra ser falsa, não quero pessoas não amigas, não quero pessoas só praquele momento, quero vida, sorrisos, cuidado, amizade, zelo, prazer, cativação, motivação, alegria compartilhada. Se eu descobrisse que no meu mundo adulto isso fosse constante aah eu teria dado jeito, teria aprendido a não amar, não cuidar, não ser real, não ser Eu de algum modo.
Casada, cansada desse desprazer que ganhou o nome de vida.
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